domingo, 30 de novembro de 2025

"Longe dos olhos, perto do coração."

Foram aproximadamente 10 anos... 10 longos anos... que seu coração não pulsava sem entender o que estava acontecendo. Dentro dela podia sentir que nunca mais se perderia em um abraço, um olhar, um sorriso e um beijo... Enquanto ela tentava encontrar o amor, mais ele se afastava. E então, não sentia poder amar mais. Apenas bagunçava e deprimia outros corações... Cada tentativa um grande fracasso, e mais ela se afastava de se encontrar perdidamente apaixonada em algum olhar.

Mas então o amor bateu em sua porta e no primeiro momento não conseguiu acreditar, não parava de pensar nele e a dor tomou seu peito. Não conseguia administrar tantos sentimentos e seus pensamentos estavam completamente perdidos naquela noite que estiveram juntos. Isso não poderia ser verdade, ela já não acreditava em amor.

Ela mal podia imaginar que ali só estaria começando sua história de amor...

Mas a cada dia que passava, o tempo diminuía. Ele ia partir e ela sabia disso desde o início. Aproveitavam cada instante juntos e ela foi esquecendo da sua vida e vivendo cada momento da sua paixão. Fizeram uma viagem para a praia e aqueles dias os aproximaram mais ainda. Quando voltaram de viagem, se abraçaram, aquilo parecia uma despedida e ele a disse: “Loin des yeux, près du cœur”, que significa: “Longe dos olhos, perto do coração.” Era incrível como ele a fazia se sentir jovem, cheia de vida, perdida como quando tivera um amor adolescente.

Fizeram muitas coisas juntos, ela queria lhe mostrar sua vida, seus lugares favoritos e descobrir lugares novos juntos. Mas a cada despedida ela o sentia indo embora e o destino é uma incógnita. Ela só pensava em viver aquele amor no momento presente e não pensar no depois, mas o sofrimento a perseguia. Em uma noite, estavam sentados em um bar, ouvindo músicas brasileiras ao som da chuva caindo lá fora, conversaram sobre como poderiam, em meio a tantas pessoas, ter se conhecido e ela respondeu: Maktub! Essa profunda palavra saiu dela sem ela pensar, significa “estava escrito” ou “tinha que acontecer”. Como conexão de almas que precisavam se encontrar.

Ele a avisou que precisaria ir embora mais cedo, seu pai estava muito doente. E ela não conseguiu conter as lágrimas que escorriam em seu rosto. Logo ela, feita a durona, menina-mulher que vive com intensidade e segura de si, vivendo perdidamente apaixonada, carregando uma dor enorme em seu peito. Como podia doer tanto? Se sentia deprimida e amada ao mesmo tempo.

Algumas coisas os separavam. Ele veio para estudar, curtir e voltar para a França, e ela já com a sua casa, seu filho e seu trabalho, sempre muito dedicada e responsável. Conversavam se se encontrariam novamente um dia, se manteriam conversas pelo WhatsApp. Ela já não conseguia lidar com a saudade que já sentia da ausência dele.

Ela só conseguia acalmar seus sentimentos quando pensava que ele veio lhe ensinar sobre o amor e provar que isso ainda era possível em sua vida. E se isso for realmente uma despedida, ela o levaria para sempre em suas lembranças.

Um dia ela acordou, ele partiu... e a dor a tomou, ela chorou por dias e dias e um dia, quando acordou, essa dor foi se dissipando até se tornar uma lembrança distante guardada para sempre em sua memória e em seu coração.

Se ele era o amor da vida dela?

Quem sabe, um dia, ela saberá responder. O destino é sábio, e o mundo é pequeno aos olhos de uma grande sonhadora.

sábado, 7 de abril de 2018

De qual cor são meus olhos?


Uma noite tão feliz, tão feita para detalhes minimos e distantes. Em meio a tudo, nossos olhares se cruzaram, tão perfeita se tornou aquela noite, meu peito sussurrou, estremesseu e gemeu, depois, se foi...Tão breve, tão passageiro....
Forço então meus olhos, e sinto, seu toque, seu beijo, junto ao meu, sua pele...ah...sua pele, de veludo, passando por mim, quanta saudade...
Sabemos quando nos olhamos o quanto somos tão pequenos nesse mundão. E que talvez, tudo passará, tão rapido quanto aos sons do nascer do dia... passarinhos...avião....tudo calmo...
Quanta energia maravilhosa foi disposta de mim, quanto amor para dar eu tive... Ah....que noite!
Tão gratificante, foi os nossos olhares se cruzarem está noite, e fazer de mim, um ser, que talvez precisasse sentir esse vazio, vazio, só....sozinha, porém tão cheio de memórias lindas e harmoniosas na qual se lembrar...
logo eu, tão orgulhosa, madura, dramática, melancólica, disnibida... tão viva e feliz, pirando nos escuros do seu olhar, o que significou? como queria saber o que foi para você esse nosso reviver...
Obrigada mais uma vez, por fazer da minha brisa um conto para te ter, pelo menos assim, mais uma vez nos meus labios, como uma simples forma... a de um riso...me deixou sem graça, coração gelou...

De qual cor são meus olhos C?

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Madrugada...

 Algo acontece, acordo assustada repouso minhas mãos sobre a cama, coração saltitando. Meu corpo gelado, e olhos cheios de lágrimas. 
- Que saudade, sussurei esfregando a roupa sobre o peito.
Como poderia dormir sem sentir que falta algo dentro de mim...
Me levantei e caminhei até a cozinha. Tomar uma água, respirar fundo. 
E nessa madrugada voltar a dormir, quem sabe a amanhã esteja melhor. 
Será a dor que sinto, ter a angústia de mim mesma e olhos que queria poder olhar fixamente para o resto da vida. 
Encostei a cabeça no travesseiro, joguei meus cabelos para trás e fechei os olhos. Mas não estava nada confortável, então continuei a me virar e virar, enfim parei... 
Foi quando me assustei, senti uma mão sobre as cobertas, só conseguia enxergar as janelas e estavam abertas, o frio entrando e eu me apavorando cada vez mais... Foi quando tive a coragem de olhar.
Era ele, meu coração nunca saltitou como naquele momento, eu não tinha mais medo e seus olhos me confortavam. 
- como sinto sua falta, eu disse olhando fixamente o olhar que tanto queria pra mim. 
Ele se encaixou comigo e antes de dormimos escutei: 
- Eu te amo Alice. Quero ficar com você para todo o sempre...
Quando acordei, estiquei os braços e nada sentia, onde estava? Para onde foi? A janela estava fechada! E ele tinha sumido, mas para onde? 
Foi aí que meus olhos travaram e eu percebi que tudo se passará de um sonho, um sonho perfeito, que não existiu...
Como pude pensar que seria perfeito mais uma vez... Se foi eu que errei? E sou eu que sofro as consequências.
 Mas nunca esqueci o brilho dos olhos e o sorriso mais fascinante que pude ver e ouvir...

terça-feira, 16 de junho de 2015

Gift...

                Apropriou-se dele como se naturalmente fosse de seu direito. Acontece que não pensou a respeito. Apenas intimamente decidiu que assim seria. Quando o avisaram a primeira vez, achou graça, sentiu-se bem. Mas logo a encontrou e então sua opinião mudou. Ignorou à primeira vista, claro. Não poderia assumir aquilo. O quê? Homem feito, maduro e centrado, não isso, não, com ele não! Mas aí os dias se acumularam, e com eles a lógica das relações humanas se perdeu em algum canto não notado. Pronto, foi apropriado.
                Elencar os pontos que o chamavam atenção parecia difícil. Mas gostava especialmente quando ela sorria envergonhada tentando fechar a boca, ao mesmo tempo em que desviava o olhar dele como que sabendo seu poder hipnotizador. Ah, isso o fazia passar horas pensando nela. Que vontade ele tinha de abraçá-la. Voltou a fazer coisas que nuca mais tinha feito. Preocupava-se com as vestes. Ora, logo ele que nunca ligou pra roupa.  Achava graça quando se vestia em frente ao espelho e sentia-se elegante.  Ela vai gostar desta camisa. E acertava sempre. Ela gostava do jeito que ele se vestia. Era um pouco relaxado. Mas não era de todo mal. O cabelo continuava bagunçado. Isso ele não ia mudar. Ela sempre foi um pouco excêntrica ao se vestir. Às vezes ele achava exagerado. Mas havia graça e beleza em tudo que dizia respeito a ela.
                Dez anos os separavam. Separavam, no passado mesmo. O presente é uma incógnita. Este relato é do passado.  Dez mínimos anos. Dez máximos anos. Como isso foi problemático durante todo aquele tempo! O engraçado que se esquecia disso quando ela se aproximava sorrindo magicamente. Seus olhos brilhavam. Parecia uma cena romântico-dramática-melosa-chata. Mas assim acontecia sempre. Quando aquele dia pediu sua ajuda não pensou duas vezes em se prontificar. Claro que ajudo, estarei lá em cima, só me procurar. Lado a lado sentados. Os olhares se cruzando de vez em quando. Ela não entendia sua explicação e fazia gestos de impaciência consigo mesmo. Passava as mãos pelo rosto sorrindo daquele jeito peculiar que ele tanto gostava.

                Não demorou para se tonar insuportável a situação. Ele enlouquecia com a impossibilidade de tornar aquilo verdadeiro.  Ela nunca tomaria uma atitude. Nunca falaria nada. Ora, ele vivia uma contradição sem fim. Até que certo dia não suportou. Vendo-a passar segurou em seu braço.  Puxou-a bem próximo de si. Olhe bem para mim. Você tem que me olhar por alguns minutos nos olhos. Isso não é justo. Ela nada fazia senão sorrir como sempre fez. O beijo foi automático. Ele nem pensou no que estava fazendo. Quando se deu conta já tinha feito o que não podia. O beijo não, tudo menos o beijo. Agora ficaria incontrolável. E ficou. Foi obrigado a repensar sua vida. Repensar significava abandonar tudo. Assim o fez. Melhor pra ele, talvez. Não mais pensou em tudo aquilo. Apagou da memória aquele ano. Quanto a ela. Continua até hoje se apropriando e desfazendo a maturidade de muitos maduros por aí.

segunda-feira, 2 de março de 2015

A minha única parte humana...


És como se a única gota de vida escorresse pelo ralo. O olhar perdido sem luz, o cheiro sem nada sentir, o tato sem nada se empolgar... Não ter a razão de sorrir, se esforçar para que nenhum olhar amigo perceba. Se esconder em um profundo sentimento, sem nada sentir. 
Não ter, não sentir. Me apavora, me destrói. 
Eu não quero esquecer quem me fez sentir viva. Isso não acontecerá...não apagará e nunca me deixará.
Percebi que palavras inúteis são estás, mas expressar o que sente sempre foi a dor mais violenta. Entre as lembranças a respiração ofegante me atrapalha escrever. O sentimento, a dor, a angústia, as lágrimas e a vontade de berrar, de me sentir bem mais um vez, sem ser ao seu lado. Eu quero sentir o prazer de respirar, de estar viva...
...cadê a minha humanidade? 
Ás vezes meu corpo cansa, minha mente descansa, meus olhos se fecham, e aquele sorriso, aquele olhar me acorda ao seus braços. Os olhos abrem e a ilusão de que tudo poderia ser meu para sempre se desfaz sem ao menos deixar uma pista de quando vou deixar você partir.
Mais uma vez aqui, eu esperava fechar meus olhos e sentir de novo algo que me fizesse viver como quando estava com você.
O adeus sempre é e será uma coisa difícil de encarar...
Alice não é nada forte nesses momentos, talvez não devesse pensar, mas agora tudo está .....difícilmente sem você.
O pensamento rasga meu peito, perfurando até cutucar, segurar e arranca meu coração, depois devora-lo, assim nunca mais serei humana e isso servirá de vingança para minha mente e coração completamente em coma.


sábado, 27 de setembro de 2014

Maior desejo, desespero.

As vezes penso em você, não sei como reagir, começa um sufoco subindo pelo meu estômago, invadindo totalmente meu coração.
Borboletas....é como se elas estivessem em meu estômago e algo pressionando meu peito.
Mas não penso nas coisas em que doeram, mas sim nas que nos fizeram nos apaixonar. Isso transtorna todos os meu sentimentos e pensamentos causando um enorme equívoco em minha mente. Como pôde terminar dessa forma!?
Eu só consigo pensar que estou numa forma de processo, pois mesmo depois de um tempo, sem te tocar ou sem te olhar, minhas mãos gelaram, meu coração parou por instantes... Não sei explicar, nunca nem soube faze-lo com que confiace em meu amor. Tem dias que penso que já o esqueci, que o amor talvez tenha estacionado no coração e quebrado. E ele ali parado para alguem concertar, mas depois percebo que você viaja em meu pensamentos e sentimentos como antes...
Não é a falta que ele me faz e nem o amor que eu sinto, é o como acabou que mais dói, é o ponto a qual chegou que dói e saber que nunca mais sorrirá para mim outra vez.
Não consigo, eu sou totalmente grata ao amor dele, tive ódio, tive rancor, mas isso é em vão. Meu maior desejo era que esses sentimentos de raiva não existissem entre nós.
As vezes sonho com você e nesta última semana tenho sonhado bastante, porque será? Será que ainda pensa em mim também? Como estou em seus pensamentos?
Amar tanto e não ser um amor reconhecido. Eu penso as vezes em como foi injusto pensar absurdos meus, fui fiel.
Penso em chorar e seguro o choro. Sei que não será a primeira vez que passarei por isso. Mas eu nunca mais quero me apaixonar ou chegar amar ao ponto que cheguei e tudo acabar como se nos odiassemos desde a primeira vista.
Sonho com você sorrindo para mim, não sei o que me diz no sonho, mas essa noite toquei suas mãos e você sorriu meu amor, você me olhou e sorriu!
Vem me trás aquela paz luz da minha vida.
Esse adeus foi cruel demais!!
Quem sabe um dia a gente volte a se encontrar.

terça-feira, 10 de junho de 2014

1 ano e 4 meses...

  Dia de festa, reunidos no carnaval, como todos os anos, estávamos nos divertindo. Amigos, alcool, cigarros... Olhares cruzavam e me deparei com um olhar suave me observando, logo fiquei surpresa, aquele homem elegante com o olhar me secando, fiquei inquieta... Foi quando aproximou, olhou nos meus olhos e disse querer conversa, eu aceitei...
Encostamos ao lado de uma árvore ainda na praça onde estava o carnaval.
-O que quer conversar? eu disse sorrindo.
-Nada para conversar! ele afirmou se aproximando do meu rosto. Nossos lábios se encaixaram e seu abraço me confortou totalmente.
Passou-se o carnaval, nos encontravamos todos os dias. Fui recebida como princesa.
Eu me apaixonei, como ele se apaixonou. Um mês depois ele me queria como sua namorada. Aceitei, eu estava totalmente entregue.
Quando cometi o primeiro erro...e o segundo... e o terceiro...
Eu nunca amei alguém como o estou amando! Nunca foi tão cruel lutar por alguém como estou tentando. Nunca quis ser tão feliz como fui ao lado dele. Lembro, foi no dia 12/06/2013, Nosso Primeiro Dia Dos Namorados...Foi a explosão do meu coração acelerado ao extremo quando o vi com flores e presentes. Diversos presentes a quais foram perfeitamente feitos e pensados em mim.
Eu nunca fui tão feliz...
Quando fomos viajar pela primeira vez, a melhor viagem de todas, só nós dois, aquela paz do mar que tanto amamos, 10 dias inteiros de muito amor e alegria. Nos viramos de todos os jeitos possíveis, rimos dia á noite. 

Mas e o agora? O que se acabou, o nós que nos machucou... Talvez o amor dele que se acabou, por erros que não voltam para ajeitar.
Minha intenção era ter certeza que estava com o homem da minha vida, o encontrei e o perdi..!
Por que ás vezes a vida nos oferece despedidas, lágrimas e dor. O momento que não para de pensar, que não entende o porque...
E nem o que não volta nunca mais...
Totalmente perdida, eu espero os dias passar, pensando que ele vai bater na minha porta com aquelas lindas flores e beijos, da boca pela qual sou louca e dizer o quanto me ama.
Esse é o maior sonhos da minha vida, pois nunca mias terei o homem que mais amei e que mais me amou nessa vida...

Com lágrimas eu Alice, conto minha história de amor em poucas palavras, porém sinceras... adeus!! 






Eu Te Amo!
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